Nos bastidores da maternidade: o pai-acompanhante

Uma visão bem-humorada de quem acaba de se tornar pai pela quarta vez

Carlos Castelo
Carlos mostrando ser um paizão

As redes sociais têm dessas coisas … Em alguns minutos, a gente conhece histórias curiosas, que vale a pena serem contadas. Foi assim que um dia, já não lembro mais como, tive contato com esse relato do papai Carlos Castelo. Provavelmente algum amigo dele compartilhou o texto para algum amigo meu e … pronto: aqui está o texto do Carlos que é pai da Luísa, que nasceu no dia 15 de abril deste ano, do João, de 9 anos, do Pedro, de 19 anos, e do Leonardo, de 26 anos.

Nas palavras do próprio Carlos, vejam como foi ele se tornar pai pela quarta vez, em um relato muito bem-humorado de um pai-acompanhante escrito poucas horas depois da chegada da sua caçula. Feliz Dia dos Pais!

“Hoje vão se completar 48 horas que estou numa maternidade. Sim, fui pai. Pela quarta vez e, dessa feita, de uma linda menina, a Luísa. A última vez em que estive nessa condição foi no nascimento de meu filho João, que está com nove anos. Já havia me esquecido do que é ser ‘acompanhante’ de uma gestante.

Para visualizar quem é essa figura sociológica lembre-se de quando você vai a uma maternidade e nota, na sala de espera, aquela pessoa com barba por fazer, largado numa poltrona mole assistindo, numa TV de corredor, o programa da Fátima Bernardes. É ele: o pai-acompanhante.

O pai-acompanhante é como a Arte: importante, mas completamente inútil. Uma excrescência. Ele não dá a luz, não amamenta, não toma medicamentos que exigem receita e não precisa receber nenhuma orientação médica importante. Logo, não serve pra absolutamente nada e, por princípio, pode atrapalhar qualquer um, a qualquer momento.

Ele é aquele que, quando chega uma visita no quarto está sentado na cadeira errada, o que está atrapalhando a passagem da enfermeira que precisa de espaço pra aplicar o Plasil na esposa, o que tinha que lembrar que a bebê precisava tomar vacina e esquece.

Por causa de todas essas pisadas na bola, o pai-acompanhante é mandado ao Cartório pra registrar o filho. E, na maioria das vezes, erra o nome dele. Ou pior: erra o nome da avó materna, vulgo sua sogra.

Em função de tal destino inexorável – assim como os menores infratores – os pais-acompanhantes percebem que, façam o que fizerem, não serão perdoados e logo, não têm mais nada a perder.

Uns começam a não tomar mais banho, outros arrotam na frente dos visitantes e os mais radicais desenvolvem comportamentos antissociais dentro do ambiente hospitalar. Eu juro que ontem vi um pai-acompanhante, como eu, chutar a bengala de uma velhinha e, em seguida, fugir pelo corredor do centro cirúrgico usando uma maca de rodinhas como se fosse um skate.

Tudo bem que o homem hoje é o sexo frágil, mas é preciso olhar o pai-acompanhante com mais solidariedade, respeito e carinho.”

“… quando você vai a uma maternidade e nota, na sala de espera, aquela pessoa com barba por fazer, largado numa poltrona mole assistindo, numa TV de corredor, o programa da Fátima Bernardes. É ele: o pai-acompanhante.”

Beijos, da Mamãe Prática Mari.

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